Mopping

Nao, eu nao estou falando de Mop, aquele de limpar o chao.

Na Alemanha mopping é o tal de Bullyng.

Quem foi magrinha e vestia duas calças na escola para dar um” volume” sabe o que eu estou falando, né!?

Então, eu pensava que isto era algo de criança ou adolescente. Errei feio! Entrei em um joguinho manipulado por colegas de trabalho e hoje, posso afirmar com toda certeza que fui vítima de mopping.

Eu trabalho desde que cheguei na Alemanha. Fui babá, empacotei Dirndl até conseguir um emprego full time. Imagine a felicitade da pessoa! Apenas 5 meses na Alemanha e conseguir um emprego “fixo” com salário decente e ambiente de trabalho interessante!

Toca ai !

Tudo estava perfeito ….até que o meu sonho virou pesadelo.

A colega mais antiga na empresa “achou” que a minha estrelinha brilhava demais e passou a exigir que eu faça horas-extras, atividades que são responsabilidades dela e ainda me queimava o tempo todo (Ela não é minha chefe!)

Neste trabalho, eu deveria cuidar dos clientes internacionais da empresa e num pulo, passei a cuidar nos clientes da Alemanha. Enquanto eu morria para ter uma conversa digna com o cliente no telefone, ela ria, fumava e reafirmava ao chefe a minha incompetência.

Embora expressamente proibido, ela fumava dentro do local de trabalho e eu como boa alérgica, chegava em casa fedendo e espirrando.

O meu chefe é uma ótima pessoa mas não nasceu para ser chefe. Ele gosta de bancar o bonzinho e quando o negócio “fede” ele pede para a colega monstra resolver. Aquela coisa, ganhou um pequeno poder e já tá achando que é Napoleão Bonaparte (para não dizer outra figura histórica).

Escutei de tudo. Desde que tenho que trabalhar mais por que sou estrangeira até que eu tinha olheiras horríveis e que tinha que parar de fazer festa! (Eu fui em balada 2 vezes desde que vivo aqui).

Passei a ter dores de cabeça diárias, um barulho enlouquecedor no ouvido que já me acompanha a 3 meses, dores nos braços, 3 quilos a mais, dores de estômago, entre outras coisas. O interessante é que nenhum médico acha uma razão para isto.

Acho que passei a “sintomatizar” a minha dor psicológica e tomei uma decisão difícil. Me demiti!

Passei alguns dias filosofando se pedir demissão demonstra fraqueza e hoje, estou quase certa que não.

Fraqueza é permitir que alguém pise, passe por cima e de ré em você. Quero começar novamente, dar um tempo e relaxar.
O sumiço do blog foi por que eu estava esgotada mentalmente e ainda me sinto vazia, acho que vai demorar um tempo para curar.

Entreguei a minha demissão direto para a monstra e disse ” Parabéns, você conseguiu”. Ela nao quis aceitar e disse que não era a chefe. Foi ai que o bixo pegou. “Cuspi” tudo de forma educada e recebi como resposta um choro de criança mimada, ainda tive que ouvir que EU é que não gosto dela.(Porra! Eu não sou mais babá).

Sai de cabeça erguida e ciente que fiz isto por mim, pelo meu relacionamento e até mesmo para minha vida profissional.

Agora estou curtindo uma férias, me cuidando, tomanda meus remédios e tentanto virar a página. Muita coisas boas já aconteceram deste que sai da empresa mas ai já assunto para um novo post, este já está longo demais!

Cuidem-se, protenjam-se e nao duvidem da sua voz interior. Eu nao acreditei na minha e sofri tentando provar o meu valor aqui. Esqueça! Você vale mais que tudo isso!

Bjokas

 

 

Socializando com os nativos

Os nativos sao eles os alemães!

Fui na minha primeira festa de alemaes para alemães = casamento da minha cunhada!

Pela manhã teve o casamento civil no registro de Munique, uma coisa linda de Deus com vista para os prédios antigos. Como eu não abri a boca, senti só os olhares na direçao desta espécie tropical que vos fala.

Fomos para uma pré-comemoração (casamento religioso era algumas horas depois) em um restaurante tradicional para comer Salsicha Branca (Eca!), logo as 10 da manhã – Super saudável!

Voltamos para casa, trocamos de roupa, reforcei a maquiagem e seguimos para o casamento religioso.

Tudo muito lindo – exceto pelo padre que era romeno e eu nao entendi o alemao dele- flores, fotos, sorriso…até que eu escuto BRASILIEN bem alto, na verdade um berro!. Nem virei para ver mas foi quase impossível deixar passar visto que, fui abordada por um sujeito que nunca vi na vida, impressionado com o fato do meu marido ter casado com uma brasileira.

O cabra veio, beijou minha mão (eca²), disse que eu era linda, perguntou se eu tinha irmãs, se elas são solteiras, como nós (brasileiras) mantemos a forma, se meu cabelo é natural u.s.w!

O marido, com aquela baita sensibilidade alemã, me deixou conversando com essa mala por pelo menos 30 minutos. Ele achou que eu estava me divertindo ( sensibilidade única né?!)

Consegui despistar o cara dizendo que ia ao banheiro ( ou ele vai querer ir comigo tb?!) Nisto vi de relance a cara da mulher do cara (medo)!

Chegamos na festa, minha cunhada nos despejou em uma mesa com pessoas estranhissimas. Nao conhecíamos ninguém e nem estavam interessados em nos conhecer (sensibilidade alemã ³²²)

Ponto alto da noite: o tio do Maridão resolve sentar alguns minutos na nossa mesa e do nada pegunta ao meu excelentíssimo:

– E ai já arranjou emprego?

– Nao arranjei nada em apenas uma semana, tio! Mas a Cinderela esta trabalhando e eu tenho algumas coisas andando!

-É bom que ela faça alguma coisa mesmo por que aqui a vida custa caro!

Nao sei se já falei mas o marido saiu do emprego algumas semanas atrás e na data do casamento ele estava desempregado por 1 semana.

Levantei da mesa e fui ao banheiro para enfiar a cabeça entre as pernas e soltar um berro! Fala sério: O tio dele expôs uma situação intima nossa na mesa, no dia do casamento da cunhada e ainda me chama de ————————(  insira o nome que desejar)

Voltei para mesa e ainda estava lá o tiozão. Troquei 3 palavras com ele em alemão para ser educada e recebi como resposta:

– É inaceitável viver aqui com este seu alemão. Você tem que aprender, aqui não é o Brasil onde tudo é desorganizado.

-Tudo que eu fiz desde que cheguei na terra da organização foi estudar. Fluência vem com o tempo com em qualquer língua.

-Você esta errada. Aprender línguas é uma questão genética. Se sua genética é boa você pode ser fluente em 6 meses.

-Poís é minha genética deve ser da pior. Sou brasileira e sou super misturada. De acordo com algumas teorias alemãs, eu sou o pior do que há no mundo!

Caiu a qualidade da conversa né? Sinto muito mas o cara chegou enfiando os dois pés no meu peito ( pode isso Arnaldo?). Este tio do marido ainda é psicólogo e se diz o “cara” para questões de postura empresarial. NOT

Ele “pegou o seu banquinho e saiu de fininho”. Depois foi queixar-se com a minha sogra, que veio correndo saber o que aconteceu. Eles disse que eu nao tinha modos e que eu jamais poderia viver na Alemanha com este tipo de educação. Nao respondi merda nenhuma para a sogra só disse que se continuar essa caceta eu iria embora.

Chega a hora da valsa. Os meus cunhados fazem aula de dança e a valsa foi um espetáculo a parte!

Depis da valsa o povo se atirou na pista de dança. Eu fiquei sentadinha por que minha noite já tinha acabado fazia tempo.

Quando de repende, colocaram lambada e todo salão olhou para a minha cara! Tá certo que eu fui rainha da lambada no Jardim de infancia mas eu não gosto mais de lambada e nem de ser mico de circo!

O tal do DJ me chamou e disse que alguém tinha pedido a musica especialmente para minha pessoa….. Quem, quem, quem? O cara do BRASILIEN!

Fui dançar tipo uma múmia – 2 pra lá 2 pra cá- e o cara do Brasilien se requebrando todo, sozinho! Senti uma mão na minha cintura e rezei a Deus para que nao fosse o cara! E era!

Em 3 segundos o cara tava com a mão na minha bunda! Sai andando sem falar nada. O marido viu e disse que deveriamos ir embora agora mesmo! E foi o que fizemos.

No outro dia teve DR (discussão de relação) na casa da sogra.  Ela ficou sem palavras e apenas me pediu desculpas pelo ocorrido. Fizemos um acordo: Se alguém me agredir, eu tenho carta branca para revidar!

O tio do marido ainda esta resmungando sobre a minha educação e andou falando que nós, brasileiros, somos um povo selvagem, sem educação nem trato.

Veja bem:

Um cara persegue a esposa do amigo a noite toda, passa a mão na bunda dela = Educação.

Um outro cara, expõe um problema familiar na mesa diante de desconhecidos e durante uma festa= Educação.

Esse mesmo cara, fala que não sou digna de viver na Alemanha = Educação.

E depois eu que sou a nativa selvagem!

Ausländerstopp

Recebi hoje, na minha caixa de correspondência, um voucher de uma coisas, grupo, partei, sei lá o que …. um tanto que quanto ofensivo!

Um treco chamado BIA = Bürgerinitiative Ausländerstopp. Sentiu o perigo né?

O marido mandou colocar no lixo. Claro que eu desobedeci e li. Queria saber o que anda se falando sobre imigracäo.

Entre outras coisas, mostraram que as Sozialwohnungen säo ocupadas por 39,5% imigrantes e 23% por alemäes.e que os numeros da criminalidade em Munique (oi?) apontam estrangeiros como principais autores dos delitos.

Até ai tudo bem. Os números säo baseados em estatística oficiais. O problemas veio após a terceira página. O que realmente näo goste foi que eles deram voltas e voltas e no final acabam falando do povo islâmico.

“…gegen die katastrophale “integrations” politik der rot-grünen Rathausmehrheit, gegen die schleichende Islamisierung unserer Stadt ist”

Quer dizer que os latinos, russos, ucranianos e mais vários outras nacionalidades näo säo o problema?  Näo gostei da forma que colocaram a situacäo. Se os imigrante säo ruins, entäo säo todos! Näo apenas um grupo, etnia, religiäo. Sei que o número de imigrantes islâmicos é coisa de louco e que realmente o contraste culturas pesa. mas ai é outro ponto.

Posso estar sendo exagerada. Afinal, as pessoas säo livres para se expressar e até mesmo, criar grupos, clubes, partidos. O que eu achei de extremo mal gosto foi que, inclusive todo o meu prédio recebeu. E o que tem de imigrante onde eu moro, näo é brincadeira.

Me senti como uma inutil, sem valor, que perturba a paz social e que deveria ir embora. (exagerada, né?). Agora imagine se você e sua familia säo islâmicos?

Se eles querem lutar para que as leis de imigracäo mudem, sem problema! Mas enviar para diversas pessoas um folheto que na capa tem grupo de rapazes com pedacos de madeira na mäo e capuzes na cabeca, näo é nada legal. Näo se estes rapazes da capa somos nós os criminais ou os alemäes tirando a grente a “pau” da Alemanha.

O interessante também foi que, no website da tal “coisa”, näo há o mesmo folheto e sim, outro mais suave. (nem por isso carinhoso)

Segue o link  do folheto suave (frente e verso):

http://www.auslaenderstop.de/Downloads/Infomaterial/Flugblatt-BIA-innen.pdf

http://www.auslaenderstop.de/Downloads/Infomaterial/Flugblatt-BIA-aussen.pdf

Aqui tem um outro um tiquinho mais ofensivo (vejam as ilustracöes da última pagina, foram estas que recebi)

http://www.auslaenderstop.de/Downloads/Infomaterial/850_Jahre_Muenchen.pdf

Sei que a imigracäo na Alemanha tá uma coisa de louco e provavelmente viräo reformas neste sentido. Brigar pelas reforma acho super aceitável. Enviar panfletos, a torto e a direto, com fotos agressivas, näo concordo mesmo!

Depois que recebi esta “merda gráfica”, juntei com que a professora falou = me senti rejeitada.

E ai meu povo, já receberam “merdas gráficas” como estas? como se sentiram?

ps: meu vizinho indiano me encontrou no corredor e perguntou se eu tinha recebido 1 folheto. falei que sim, e ele me disse que colocaram 7 panfletos na caixa dele!!

Boas maneiras

Acho que sou meio neurótica com essas coisas de mensagens subliminares.. Sempre vejo coisas.

Uma destas coisas que vejo, se encontra no livro StudioD. Tem um capítulo apenas para o tema PEINLICH!

Até ai tudo bem. O problema é que algumas partes do livro ( e da massa cinzenta da minha professora também) tentam dar umas dicas que eu, sinceramente, acho que péssimo gosto.

Estavámos falando sobre boas maneiras. Quando minha “sora” disse que na Alemanha näo se deve arrotar, peidar, comer fazendo barulho. Além de citar exemplos, ela relembrou estes  várias vezes.

Como eu já estava com o útero em chamas, levantei o dedinho e falei:

– Profiiiiiii, sei que diversas culturas aceitam o arroto, o peido e a mastigacäo rumisona mas de uma forma geral, todos nós sabemos destas regrinhas.

 

– Cinderela, estas säo regras para se viver bem na Alemanha. Estou explicando para que as pessoas possam adquirir os hábitos germânicos.

 

– Ah, soraaaaa, entäo os alemäes inventaram isso ( fazendo a sarcástica)?

 

– Cindi, näo sei se os alemäes inventaram essas regras mas TODOS aqui usam essas regras

 

– TODOS; profi??!! entäo eu nunca vou ver uma alemäo ruminando a comida em alto e bom som, ou dando aquela aliviada intestinal na mesa? Se eu ver alguém fazendo isso, com certeza ele é estrangeiro, né?!

 

– Näo cindi. Muitas pessoas näo se importam com isso mas aqui na Alemanha essas regras säo muitos importantes.

 

– Entäo alemäo peida na mesa também?? Ah tá, pensei que só estrangeiro peida, arrota e rumina na mesa. Sabe profi, os países possuem muitas regras bem específicas sobre etiqueta e aprender como se comportar frente a outra cultura é sempre bom. Em falar nisso, quando os alemäes väo aprender com os estrangeiros que näo se deve limpar o nariz no U-bahn ?

Nisto, fui elevada as estrelas pelos colegas de classe e nada mais de regras de etiqueta.

Entendo que existem diversos hábitos em diferentes lugares do mundo. Sei que muitos países, arrotar e peidar, significam que a comida estava boa. Agora ensinar o básico do básico para pessoas que já estäo no B1 e com isso, no minimo 6 meses na Alemanha. Ah, faz favor né?

Tenho impressäo que algumas pessoas gostam de nos ensinar como ser quase um alemäo (você nunca será, desista) e com isso, chegar a perfeicäo do ser humano.

Näo estou defendendo o direito de soltar uns gases por ai mas dizer que alemäo näo peida, arrota… muito para minha pequena paciência.

Para ajudar, recebemos um papel com as datas do curso de orientacäo e da prova de alemäo. Lá constava que tinhámos que pagar 11 euros para fazer a prova e 45 para o curso. Meu colega do Chile näo gostou da idéia e argumentou com a professora:

– Näo entendo, pagamos 100 euros para 1 mês e meio de curos e 45 euros por uma semana. Näo faz sentido!

Recebemos como resposta essa linda obra prima da cultura alemä:

A Alemanha näo pode/vai pagar tudo para vocês!  O governo esta ajudando na medida do possível e o mínimo que vocês podem fazer é pagar os 45 euros!  valorizem o trabalho dos professores do curso integracäo. Quando o B1 acabar, vocês teräo de caminha com as próprias pernas, sem ajuda. A Alemanha é uma país amigável com os estrangeiros mas näo é intituicäo de caridade.

Pohamm, fiquei sem palavras para o que a professora falou. Em nenhum momento, a reclamacäo foi direcionada ao governo mas sim, a falta de lógica nos valores. marido vai ligar hoje no ausländerbehorde para saber bem como isso funciona.

Notaram que, um peidinho, um arroto é ofensivo. Dizer que somos uma cambada de mortos de fome, chupando nas tetas germânicas  isso é um elogio (danke für die Blumen!).

 

 

 

O cúmulo da educação!!

Estou putíssima!

Hoje eu, linda e bela, tomei o U-bahn, vhega de bons objetivos para a vida quandoooooooo

Entram 2 queridos turistas para a Oktoberfest. Até ai tudo bem. Não tenho ódio gratuito por eles.

Risadinhas e empurrões a parte, eles começam a falar da minha bunda, em inglês. Fiz que não entendia e mudei de posição para a minha bunda não ficasse na tangente.

Ai, tipo assim, tá chovendo e povo carrega consigo guardas- chuvas ( ou guarda-chuvas, sei lá!) de todas as cores e tamanhos.

Quando de repente, não mais que um instante PÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ !

Tomei uma guardachuvada na CARA. Veja bem, não foi um enconstão, um pingo. Foi uma “guardachuvada” mesmo, e com força.

Se tratava dos aussie ou ingleses que falavam da minha bunda. Um deles perdeu o equílibrio e resolveu abrir os braços e acertar a minha linda face tratada com nivea da latinha.

Gritei: ACHTUNG!!! Nada mais em alemão fluiu. Só me veio um palavra e do fundo do meu útero queria fazer como essa tia aqui (video velho mais perfeito para o momento):

Não é que os filhos de uma boa mãe riram até dizer chegam?! Mudei de lugar e segui minha viagem.

Mas o que eu realmente não esperava era:

Encontrar um brasileira que escutou o meu VAI TOMAR NO CÚ e se sentiu ofendida. Ela me disse que temos que tratar os turistas bem e que eles mantém a cidade. 

Então tá minha filha, eu acordei as 6:30, tomei banho, passei maquiagem, entrei no U-bahn lotadão para levar um golpe na Cara e achar bonito!!

Entender a situação é diferente de “abaixar as calças e mostrar a bunda” . Eu sei que a cidade fica bem louca e aceito. Alguém me agredir e achar graça não tem nada de aceitável.

Não sei se você visita o meu blog, provavelmente nao, já que você é uma pessoa super correta, não fala palavrão, nem fica bem puta quando o dia já começa errado.

Sabe povo, eu nao tive oportunidade de responder como eu queria, apenas disse:

Então me deixa acertar a sua cara!!!!.

Desci do U-bahn com a cara molhada eu pequeno corte na buchecha. Passando por intolerante e revoltada com o mundo.

Antes de eu sair do trem, os rapazes pediram desculpas e eu disse ok, mas prestem atenção por que é oktoberfest mas o resto da cidade precisa trabalhar, estudar.

Sai mais ofendida com a brazuca do que com os meninos!

Coisas da vida! Mas não proxima juro que acerto a cabeça dela!

bjobjo

Pré-conceito

Não fui vitima de um preconceito. Eu fiz um pré-conceito.

Eu fiz A.1 e A.2 no Goethe Institut e acho que foi muiiiiiiito válido. Eu realmente gostaria de continuar mas, 690 óiros pro 2 monate, não há marido que aguente!

Não que o marido tenha me cortado “as asinhas”. Eu é que finalmente entendi como o Goethe funciona. LANGSAM

Poxa, 2 meses para cada nivel. e cada nivel subdividido em zilhões de subniveis (meio repetitivo a coisa nivel nesta frase né? Então toma mais um nivel pra ficar legal)

Fiz as contas para fechar no meu objetivo próximo que é o B1 (objetivo remoto C1). No Goethe eu levaria 6 meses para terminar o B1. No curso de integração, 4 meses!

Eu nunca fui rica (só de saúde), sempre estudei em escola pública. Com todos os contratempos, me formei, não na melhor universidade mas, na universidade possível.

Então eu fui para a escola possível = Curso de integração.

Fiz a inscrição decidida, valente. 10 minutos depois estava me cagando de medo!

Fiquei com medo da turma, da qualidade, de ter grupo de turco/russo/ucraniano, da professora ser ÙOOO.

No primeiro dia de aula, tive vontade de chorar. Uma bagunça do cacete, um grupo enorme de latinos (hehehe) e a professora de esguelando para que prestassem atençao. Pensei: fiz a maior cagada do século! (to desbocada hoje!)

Uma semana já se passou e quer saber? O Goethe que se FODA! Estou aprendendo tão bem quanto lá. A professora é educada, esforçada, gente boa. A turma dos latinos é faladeira, bagunceira e desbocada, e ainda assim, estou aprendendo.

De primeiro momento, estranhei muito o ritmo agitado da nova escola. Agora, vejo com clareza que os corredores organizados, silenciosos e impecáveis do Goethe, proporcionam um ambiente morto, sem troca cultural.

Detalhe: Fiz um teste de nivelamento e fui direto para o B1! Objetivo próximo concluido!

Enquanto a minha sala do Goethe estava cheia de americanos e asiáticos (não tenho nada contra!) a minha nova sala tem nacionalidades tão diversas! (Conheci alguém da Geórgia, algo tããããão remoto para minha cabeça)

Então você pode escolher: Fazer o A2 (64738937 Stufe) no Goethe ou provar algo mais simples e, por ser  tããããão simples se torna maravilhoso!

Quer saber onde estou estudando? aqui óoooo